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01/02/2013
“...ACHEI QUE NãO FOSSE RESISTIR”. A HISTóRIA DE GISELE

Ao longo dos seus anos de existência na luta contra o câncer infantil, o GPACI acumulou muitas histórias comoventes e repletas de coragem, fé e exemplos de abnegação e competências dos nossos profissionais.
Esta é a história de Gisele e seu depoimento coragem, confiança e luta pela vida. É principalmente um exemplo de fé no milagre da vida.

“Meu nome é Gisele Aparecida Santos Correa. Quando eu tinha 13 anos surgiram alguns carocinhos no meu pescoço, mas nem dei muita importância. Minha mãe pensou que talvez fosse caxumba ou alguma inflamação na garganta, mas com o tempo os caroços foram aumentando de tamanho e quantidade e espalhando-se entre pescoço, tórax e virilha.
Minha mãe levou-me então ao médico que depois de alguns exames disse que poderia ser um tipo de vírus e me receitou injeções. Entretanto após tomar essas injeções os caroços se juntaram e meu pescoço ficou enorme, e eu já não aguentava mais com o peso da minha cabeça. Fiz vários exames e os médicos não descobriram o que eu tinha. Fiz uma biópsia e mesmo assim nada foi descoberto. O médico achou melhor repetir a biópsia e quando eu realizava os exames pré-operatórios ele detectou algo nos Raios-X e me encaminhou para o Hospital Regional em Sorocaba. Meu diagnóstico foi um tumor chamado Linfoma de Hodgking, um tipo de câncer do sistema linfático. Fiz um ano de tratamento intensivo e acompanhamento por mais sete anos. Quando cheguei ao hospital uma atendente falou-me sobre o GPACI.
Eu estava entrando na adolescência, e como toda adolescente tinha minhas vaidades e meu único medo era o de ficar careca, mas não teve jeito. Eu me revoltei muito nessa época, sofri muito e achei que não fosse resistir. Mas o pessoal do GPACI me apoiou, fui bem tratada e com carinho. Comecei a fazer quimioterapia. Passava muito mal a cada sessão, emagreci muito. Fiz de início seis sessões. Os médicos acharam que eu não iria aguentar porque estava muito fraca. Consultaram minha família e resolveram passar para radioterapia. Fiz sessenta sessões também muito sofridas.
Quando terminei a radioterapia estava acometida de muitos efeitos colaterais. Minha pele começou a descascar, lembro-me de que tossia muito e cheguei a ficar dez dias sem banho. Não tinha forças para ficar em pé e não queria depender de ninguém. A tosse contnuava e minha garganta fechou. Fiquei uma semana sem conseguir falar e não me alimentava mais. Com o tempo os efeitos foram passando e quando pensei que meu pesadelo havia terminado tive que voltar com a quimioterapia. Fiz mais seis sessões e, enfim, tive alta.
Já se passaram 20 anos e graças a Deus em primeiro lugar e ao pessoal do GPACI que sempre me tratou com muito carinho, consegui sair dessa. Foi uma luta muito difícil, mas venci.
Hoje estou com 33 anos e sou mãe de três filhos e vivo uma vida normal, apenas com algumas pequenas sequelas. Na época eu me revoltei e não aceitava a doença, hoje posso dizer que agradeço a Deus até pela doença que tive. Através dela eu conheci pessoas maravilhosas que nunca pensei em conhecer. Hoje eu digo para todos os pais, irmãos, para toda a família de uma pessoa com câncer que tenham fé, que nesta vida todos temos um propósito e se temos que passar por um câncer, passemos com garra, força e muita fé em Deus. Tudo dará certo, e assim como eu tive um câncer e estou aqui, podem ter certeza que para Deus nada é impossível, não cai uma folha da árvore sem que Ele queira. Desejo de todo coração que todas essas crianças e adolescentes sejam curados, assim como eu fui.”

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