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07/04/2011
O ADOLESCENTE COM CÂNCER: A TRIBO PERDIDA

A adolescência é o período da vida que marca a transição entre a infância e a idade adulta. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece como adolescentes, indivíduos com idade entre 12 e 18 anos. Esta é uma fase peculiar da vida. Hormônios passam a ser produzidos provocando profundas mudanças corporais e psicológicas. No campo psicológico, observamos comportamentos no sentido da aquisição de uma independência própria. Os adolescentes tem comportamentos que em certo ponto lembram a infância e em outros momentos mostram a maturidade de um adulto. É uma fase onde conflitos familiares podem emergir, exigindo dos pais a maturidade necessária para entender seus filhos e os orientar para a vida adulta.
A adolescência já é normalmente marcada por dificuldades naturais, entretanto, quando adicionamos um problema sério como o câncer, tudo se torna mais difícil ainda. Os problemas do adolescente com câncer iniciam-se no diagnóstico. Na maioria das vezes estes indivíduos são independentes para realizar seus cuidados pessoais, não estando sob o olhar direto dos pais. Além disso, as mudanças corporais levam a comportamentos de vergonha com o próprio corpo. Isso é um fator que contribui para o atraso no diagnóstico de tumores. Em estudo recente realizado no Hospital GPACI, observamos que os adolescentes apresentam chance cinco vezes maior de se apresentarem com o câncer em fase avançada. Outros estudos internacionais também apresentam resultados semelhantes. Ou seja, em comparação com as crianças, os adolescentes são diagnosticados mais tardiamente.
Os tipos de tumores também são peculiares na adolescência. O câncer mais comum da infância é a leucemia aguda, no adolescente os linfomas predominam. O tratamento também apresenta alguns aspectos especiais, assim como a resposta a eles. Observamos que o câncer do adolescente tem aspectos que lembram mais o das crianças que o dos adultos. Tratar adolescentes torna-se tão especial quanto tratar crianças.
Enfrentar um tratamento de câncer é um desafio para qualquer ser humano. Para os adolescentes é ainda mais difícil, já que eles possuem a consciência das dificuldades, o medo e a insegurança. Além disso, a alteração da rotina numa fase na qual o relacionamento com os amigos e namorados é muito intensa e importante, aumenta a chance de comportamentos depressivos. Os adolescentes com câncer tendem a se isolar por vergonha das mudanças corporais como a queda de cabelos e os inchaços provocados pela quimioterapia.
Atualmente, no Hospital GPACI, tratamos pacientes até 18 anos completos na admissão. Acordos estabelecidos entre as instituições de saúde de Sorocaba tem permitido que estes pacientes nos sejam encaminhados. Em países europeus não existe uma regra clara que defina se um adolescente deve ser tratado num centro oncológico infantil ou de adultos. Por este motivo eles são chamados de “tribo perdida” já que são tratados tanto por oncologistas pediátricos ou por oncologistas de adultos. Todavia, estudos vem mostrando que os adolescentes quando tratados por centros de tratamento infantil apresentam maior chance de cura.
As novas instalações do Hospital GPACI terão um olhar especial para os adolescentes. Teremos setores de tratamento e entretenimento especiais para estes jovens no ambulatório e na internação. Com um tratamento médico e multiprofissional de excelência, buscaremos realizar um tratamento efetivo e humano que permita ao adolescente enfrentar a doença com segurança e alcançar a cura.

Dr. Ms. Gustavo Ribeiro Neves
Diretor Técnico do Hospital GPACI

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